Estou em dívida com esse blog. EU SEI.
Ando ocupada com o ócio.
Mas ao invés de dar desculpas esfarrapadas por não postar aqui vou simplesmente postar...
AI,AI...O AMOR!
Eu tenho certa dificuldade de tratar desse assunto em textos públicos por que, como toda pessoa apaixonada, acho que ninguém será capaz de compreender a complexidade e a profundidade de meus sentimentos. Eu acho que sou a pessoa que mais ama no mundo, acho algumas vezes que eu e Gustavo somos o único casal verdadeiramente feliz e apaixonado no mundo, por que depois de dois anos de namoro ainda não superei essa paixão toda quando penso no meu namorado... Eu ainda o olho com olhos de uma menininha de 16 anos apaixonada pelo seu primeiro namorado que igualmente a ama, e a faz feliz, mas com maturidade de quem passou por maus bocados durante esse tempo todo para manter um relacionamento. Ainda mais por que eu não sou uma pessoa muito fácil, e ele é o único doido capaz de me aturar...mas não estou aqui para falar do Gustavo.
Filme italiano. Não sei quem são os atores, o diretor não conheço, mas é um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos, quiçá na vida.
Eu sou uma manteiga derretida dos cinemas, choro até vendo 'O Massacre da Serra Elétrica' (de medo, mas choro) e me emociono muito vendo filmes de romance, dramalhões com final feliz, ou dramalhões com finais trágicos...mas se tem algo que, por mais agradavel que seja, raramente me emociona é comédia romantica. Por que a maioria das comédias romanticas tendem a padronizar relacionamentos, a criar um ideal do que um casal deve ser, com o que deve se parecer, e você acaba se sentindo meio errado por que afinal de contas, não é daquele jeito. Eu pelo menos não me identifico com casais cujo problema é 'tenho medo de compromisso'. Nunca tive. Não me identifico com casais que não se entendem por bobagens, se odeia por um tempo, depois se ama magicamente. Simplesmente por que acho que uma relação só evolui com convivencia, paciencia e MUITA mas MUITA força de vontade de cada um para que dê certo. Não é assim, no meu ponto de vista: está tudo bem, a relação esmorece, termino, odeio, sinto falta, volto. Isso nunca vai dar numa relação saudável ao meu ver.
E aí que entra o filme 'Ex'.
O filme trata de tramas paralelas que se entrelaçam por meio de algum personagem ou alguma história dos personagens.
Sergio é um professor universitário e psicologo divorciado pai de duas filhas, o típico garanhão na crise da meia idade que tem várias namoradas mais jovens e se declara um divorciado convicto. Sua ex-mulher morre e ele se vê cuidando de duas filhas adolescentes e começa a lidar com a realidade de que a separação foi, na realidade, uma fuga para a maturidade. Lida com problemas como a filha que já é ativa sexualmente, a saudade da ex-mulher. É comovente a mudança de atitude deste personagem, o que chamam de desconstrução do personagem. Atuação muito comovente e as cenas com as filhas excelentes.
Seu melhor amigo, o juiz da vara de familia, Luca enfrenta o divorcio de um casamento de muitos anos com sua mulher Loredana, enquanto simultaneamente tenta convencer um casal de clientes a não se separar. Enquanto isso muda-se para o apartamento de seu filho de 20 anos.O final desse personagem é muito bonito, me surpreendeu como ele opta pela decisão mais sensata e mais humana e não pela mais óbvia.
Elisa está de casamento marcado com Conrrado e quando vão marcar a igreja se depara com o amor de sua vida, seu ex namorado Lorenzo, que agora é o padre, inclusive o padre que celebrará sua cerimônia.
Davide e Paolo disputam o coração da mesma mulher até que uma situação inusitada e trágica une os dois rivais.
QUALQUER SEMELHANÇA COM A REALIDADE NÃO É MERA COICIDÊNCIA:
Giulia e Marc vivem juntos em Paris numa relação harmonica e feliz, até que uma oportunidade de emprego na Nova Zelândia faz com que Giulia tenha que se separar de seu amado, pelo menos fisicamente. Os dois mantem uma relação à distância, mas que relação a distância resiste aos ciúmes e a imaginação de quem ficou na casa vazia, de quem o pedaço de si está faltando? Que final o deles dois, não vou falar, quero que todos vejam esse filme, mas não pude deixar de me emocionar e beijar muito meu namorado querido, pois passou um filme na minha cabeça também.
Mas, o que faz desse filme um filme maravilhoso?
Primeiramente, não é a história em si de cada um dos casais mas o modo delicioso como essa história é contada. As atuações impecáveis, os diálogos irônicos, o fato do filme ser italiano e cheio de expressão corporal, o fato de não padronizar as relações e não tentar buscar uma fórmula perfeita para cada uma delas. E para mim o que mais me impactou no filme é a mensagem direta:
Relacionamento exige compromisso.
Eu vejo em muitos sites, blogs, muitas revistas, muitos livros, muitos programas na televisão, as pessoas tentando desesperadamente buscar um padrão para relacionamentos, algo que todos os relacionamentos devem conter. A maioria deles se atem em assuntos que ao meu ver são superficiais: fidelidade, exigências de um e de outro, comparações entre o que um faz melhor do que o outro. Sei que muitos vão me atirar pedras por eu dizer que fidelidade é superficial mas é, a medida que os relacionamentos são baseados em NADA. São baseados em expectativas, baseados em segredos que você esconde do seu namorado, marido, parceiro, baseados em aparencias que você gosta de manter perto daquela pessoa que você gosta pro que tem medo que ele não vai gostar de um ou outro defeito seu. Relacionamento nenhum resiste a isso, bem como fidelidade nenhuma é fiel o bastante nesses casos.
Nenhum relacionamento é bem sucedido sem que nos dispamos de todas as nossas camadas de 'Eu' até acharmos quem somos de fato, portanto, nenhum relacionamente vai bem sem auto-conhecimento. Portanto, temos sempre que estar em uma constante busca e evolução, por que se amamos muito alguém, queremos sempre buscar o que há de melhor em nós, e aperfeiçoar cada vez mais o que já está bom. Se isso já é trabalhoso para quem está disposto, imagina para quem não tem essa disposição? É sacrificante! A maioria das pessoas não tem noção do que vem a ser esse auto-conhecimento. Acham que é conhecer defeitos e qualidades e ponto. É muito maior que isso. Engloba conhecer limites, conhecer o lado ruim, conhecer as burrices, conhecer os preconceitos, enfim, repito, é sacrificante. Portanto, a maior parte dos relacionamentos que vejo no meu dia a dia é superficial. O meu era superficial, o de todos foi por esse aspecto. O sentimento sempre foi verdadeiro, sempre houve muito amor,mas nem sempre houve tanta compreensão e muito menos conhecimento, falo isso por que eu sempre fui uma pessoa dificil.
O filme discute muito sobre casamento, fala muito sobre essa união eterna e indissoluvel, essa benção ou esse karma como alguns dizem por ai. O filme dispara: o casamento é ou não é horrivel? Para que casar? Para se cansar da pessoa? Para cair na rotina?
Mas o filme também afirma: Para que ficar só? Para não poder disfrutar da alegria de ter uma pessoa, incondicionalmente, apaixonadamente, ao seu lado, sempre que houver uma dificuldade ou uma felicidade para ser dividida?
O meu tempo por aqui no computador já está acabando mas eu afirmo...
Casamento, na igreja ou não, devia ser proibido sem acompanhamento psicologico nos periodos antecedentes. Ok, brincadeira. (ou não, até que é uma idéia)
Casamento, hoje em dia, como praticamente tudo, é discutido de uma maneira totalmente artificial e
(Já perceberam como as pessoas agora se limitam a falar: tal assunto é ruim. tal assunto é bom.
é bom por que é legal. é ruim por que é chato. Não se vê mais profundidade nas questões. É bom ou ruim. E acabou.)
as pessoas se limitam a dizer que casamento significa vidinha pacata, sexo com hora marcada, rotina e filhos.
Será que não há quem enxergue o casamento como um ato de amor? Como uma vontade mútua de pessoas que se amam profundamente e que resolvem planejar uma vida lado a lado? Dividindo intimidades, dividindo o dia-a-dia, dividindo as questões mais banais e as mais complexas! Eu conheço um casal (um único casal) de pessoas aproximadamente da minha idade que é casado, por que todo o resto de pessoas que eu conheço incluindo eu se considera muito novo para casar e surpresa: nenhum deles acha que casamento é perda de tempo.Eles são felizes! Culpe a dopamina, culpe qualquer coisa, eu culpo o amor e o compromisso.
Não digo que pessoas não podem se divorciar, que o amor não pode eventualmente se transformar em outro tipo de amor (amor morrer acho um tanto dificil, só mesmo se você descobrir que ama um sociopata) mas o que digo é que finalmente um filme não ridiculariza o casamento. E digo:
Amigos, pensemos antes de nos comprometermos sériamente com uma pessoa, pensemos na profundidade do sentimento e na profundidade do nosso comprometimento conosco. O que seriamos capazes de fazer para sermos melhores para a pessoa que amamos? E finalmente: o quão estamos dispostos a fazer para manter uma relação?
Não há relacionamento sem dias dificeis, sem brigas, sem complicações, mas esses dias só serão superados com maturidade, equilibrio e paciencia, muita paciencia. E muita, mas muita MESMO força de vontade.
Blablabla
vou ver House

Eis um assunto em que concordo PLENAMENTE com você! :)
ResponderExcluirEntendo perfeitamente tudo que você disse e espero que eu e Felipe possamos contar também entre esses casais de pessoas da "sua idade" que são casados e felizes \o/
Cara, é realmente muito difícil manter um relacionamente desse porte. Vamos fazer 3 anos daqui há 2 meses e no entanto, temos tanto assunto pra conversar sempre, tantas "discussões" benéficas ou desgastantes apenas pra conhecermos plenamente o ser com quem queremos e VAMOS compartilhar o resto da vida em TODOS os seus aspectos.
Fico feliz de saber que vc e o Gustavo puderam alcançar uma maturidade no relacionamento que muitos (muitos mesmo) casais nunca chegam a ter, ainda mais nos dias de hoje. Quanto ao filme, fiquei muito curiosa pra assistir, pq realmente comédias românticas não fazem minha cabeça justamente pq eu não me identifico com nada e sempre acho os assuntos abordados surreais se realmente existem entre casais que supostamente "se amam", como por ex. (q vc citou) o "guardar segredos do seu marido", "TER que sair com suas amigas uma vez por semana ", "o sexo TER sempre que variar com roupas e apetrechos diferentes pra não cair na mesmice" (como se transar com o amor da sua vida não fosse SEMPRE maravilhoso NÃO IMPORTANDO como nem onde nem com o que for feito né!!), etc. Mas um dos que mais me irritam é a questão da fidelidade. Qdo vc disse que era "superficial" não entendi de primeira, mas depois pensei e concordo que é sim! E é pelo fato de que a fidelidade não tem que ser algo visto como um "sacrifício" como é mostrado por aí. Fidelidade existe ou não, simples assim. Se vc não come outra mulher mas sempre olha pra bunda delas e pensa como seria comer, vc não é fiel! Qdo há esse "nosso" tipo de amor, esse tipo de pensamento nem existe! Nunca, em hipótese nenhuma! E não é excesso de auto-confiança isso não, é a certeza que a pessoa nos passa e a confiança nos sentimentos dela que são demonstrados das mais diversas maneiras em pequenas coisas que não nos dão margem pra esse tipo de insegurança. Eu sou uma pessoa extremamente ciumenta. Mas com o Felipe, meu ciúme é diferente. Eu não tenho medo que ele olhe ou me troque por outra. O meu ciúme parte do fato das mulheres olharem pra ele, falarem de tal forma com ele ou se jogarem nele. Eu sinto raiva, mas DELAS. Pq ele é o meu amor e é como "sagrado" pra mim, intocado, sabe? É como um livro favorito, um cd favorito! haha coisa de maluco isso né. Mas eu nunca tive nenhum motivo pra desconfiar dele. Meu ciúme parte de um outro lado que a maioria das pessoas nunca vai experimentar, pq o ciúme delas é feito do medo de perder.
Chega, falei demais :)
Gosto do assunto!
Enfm, belo post e verei o filme!
Bjos Bia.
Biaaaa!!
ResponderExcluircomo vc escreve bem!o seus posts são enormes e eu leio sem me cansar de ler!E o mais engraçado é que eu consigo te imaginar falando as coisas que você escreve!! é fantástico!Bom,em relação ao seu post 'ai ai..o amor' eu nunca tive um relacionamento sério,mas esero muito que quando eu tiver um que seja tão sincero e desse jeito que vc descreve o seu.Vc me fez querer ver esse filme!haha e vou veer!!
beeeeijos
Nossa, eu to tão cansada quenem li seu post... soh a frase "vou ver house" dignissima rs.
ResponderExcluirboa ideia da maquiagem, vou ver se faço no fds pq minha sobrancelha ta caos... ^^